sexta-feira, 12 de junho de 2009

Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) custou R$ 10 milhões e ocupa área de 700 m².

Iniciativa pioneira é inaugurada na Embrapa Instrumentação

Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA) custou R$ 10 milhões e ocupa área de 700 m².

Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio é inaugurado já em pleno funcionamento


A Embrapa Instrumentação Agropecuária, sediada em São Carlos (SP) inaugurou na quinta-feira (28) uma iniciativa pioneira no mundo. Trata-se do Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA). O evento contou com a participação de diversas autoridades.


Ao todo, o projeto, lançado em abril de 2006, consumiu R$ 10 milhões. Desse valor R$ 4 milhões foram provenientes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Essa parte do recurso foi destinado à aquisição de equipamentos nacionais e importados.


O ex-Ministro da Agricultura e atual integrante do Comitê Administrativo Externo (CAE) da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Alysson Paulinelli, afirma que é necessário para o Brasil começar a trabalhar com essa nova tecnologia, pois ela é a que trará um diferencial. “A nanotecnologia para o agronegócio é fundamental”, resume.

“A ciência fez o agronegócio brasileiro uma coisa de primeira linha”, diz Mário Baibich, diretor de políticas e programas temáticos do Ministério da Ciência e Tecnologia, que representou o Ministro Sérgio Rezende na solenidade. Segundo ele, o MCT está apostando quase tudo na área de nanotecnologia. “Mas nós também temos programas de biotecnologia que fazem muita coisa para o agronegócio”, comenta. “Nós cuidamos do agronegócio como um todo. Foi a ciência que o fez uma coisa de primeira linha”, acrescenta.

Algumas pesquisas já foram iniciadas no LNNA, que ocupa um espaço de 700 metros quadros na unidade da Embrapa. Dentre elas, destaca-se o desenvolvimento de filmes comestíveis, de plástico biodegradável de fonte renovável. Ali também poderão ser realizas pesquisas na aplicação de novas ferramentas para biotecnologia e nanomanipulação de genes e materiais biológicos, desenvolvimento de catalisadores mais eficientes para produção de biodiesel e utilização de óleos vegetais e outras matérias-primas de origem agrícola para produção de plásticos, tintas e novos produtos, produção de nanopartículas para liberação controlada de nutrientes, pesticidas e drogas, nanopartículas e nanodeposição de filmes bioativos para biofiltros, membranas e embalagens biodegradáveis e/ou comestíveis para alimentos.

No final de 2006, foi criada a Rede de Nanotecnologia Aplicada ao Agronegócio. Atualmente estão envolvidos 64 pesquisadores de 28 instituições, sendo 19 unidades da Embrapa e 17 centros acadêmicos no País. Em matéria já publicada no Portal RIPA, o coordenador da Rede e chefe de P&D da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Luiz Henrique Capparelli Mattoso, ressaltou que a Rede busca trazer diversos conhecimentos para a aplicação na área agrícola.

“Queremos fazer uma nanotecnologia responsável. A ideia é oferecer ao consumidor produtos com qualidade”, afirmou. “Esse laboratório traz uma nova tecnologia que pode contribuir de maneira extremamente eficiente e importante para o aumento da competitividade do agronegócio brasileiro – e de forma sustentável, que é o grande desafio”, complementa.

Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), que representou o Secretário da Agricultura de São Paulo, João de Almeida Sampaio Filho, afirma que o laboratório vai reunir vários cérebros e conhecimentos com uma finalidade específica. “Isso é uma valorização muito grande do setor, que vai gerar conhecimento para o agricultor, para as cadeias intermediárias do agronegócio e principalmente para o setor de exportação” observa. “Você agrega qualidade principalmente no aspecto de segurança alimentar. Esses são ganhos que tornam o agronegócio muito mais competitivo em termos mundiais” acrescenta.

O chefe-geral da Embrapa Instrumentação Agropecuária, Álvaro Macedo da Silva, afirma que o laboratório é uma oportunidade de trazer uma contribuição para o avanço da agricultura brasileira para ser mais competitiva no exterior. “Nós temos que aumentar nossa eficiência e sermos aptos a enfrentar esses desafios”, ressalta.

A diretora-presidente em exercício da Embrapa, Tatiana Deane de Abreu Sá afirma que o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio traz vários sinais positivos para a agricultura do Brasil. Um deles é a criação desse laboratório central, interligado a vários centros temáticos regionais , com a elaboração de um projeto em rede. Outro ponto destacado foi a de formação de pessoal. “Por ser um laboratório que tem um potencial muito grande de contribuição à agricultura tropical, ele tem muito a ver com a bandeira da Embrapa no território nacional”, finaliza.

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